Tirinhas Interessantes…
Postado em Brasil, Charges, Comédia, Cultura, Jornalismo, Mundo, Política, críticas com categoriasFuturo, Humanidade, Liberdade de Imprensa, Mafalda às 19 . Agosto . 2008 por Victor FrançoisDesconfiar. Sempre!
Postado em Jornalismo, Mundo, Política, críticas com categoriasEUA, imprensa, Iraque, Jornalismo, Política, Saddam Hussein às 3 . Agosto . 2008 por Victor François
Já foi quase tudo dito sobre a Guerra do Iraque, cinco anos após a invasão. Só faltou, acho, uma palavrinha sobre jornalismo, afinal, o único assunto de que entendo algo, menos do que gostaria e deveria, mas algo.
O jornalismo norte-americano cometeu, cinco anos atrás, o pecado mortal de aceitar acriticamente a informação de que havia armas de destruição em massa no Iraque de Saddam Hussein. Tampouco me pareceu suficientemente enfático em estabelecer a diferença entre a delinqüência da Al Qaeda e a delinqüência de Saddam Hussein. Admito até uma atenuante no pecado, que, no entanto, não o apaga.
Não havia muita chance de contrapor informações do outro lado, ou por indisponíveis ou por inconfiáveis. Saddam Hussein podia jurar que não tinha as tais armas que ninguém acreditaria. Deu-se então o mais trágico crime ético da guerra: a ditadura disse a verdade, a democracia mentiu.
Do meu ponto de vista, fica uma lição que empiricamente já havia aprendido: o jornalismo deve desconfiar sempre do governo, de qualquer governo. Mesmo que ele se enrole na bandeira, como foi o caso nos EUA, e tente estabelecer que pátria e governo são a mesma coisa. Nunca são.
Desconfiar mesmo quando o governo é popular. É bom lembrar que, em março de 2003, pesquisa publicada pelo “Washington Post” mostrava que 71% dos norte-americanos eram favoráveis à guerra.
Desconfiar sempre do governo, ainda que injustamente, dificilmente fará a ele próprio um mal irreversível, além de fazer bem ao jornalismo.Distrair-se, ainda que eventualmente, e aceitar como verdadeiras as afirmações/informações de um governante podem causar males irremediáveis.
Nas crises, então, o ceticismo é o melhor e talvez único anteparo para a propaganda a que todo governo inexoravelmente recorre.
Por hora, é só. Até mais.
O mais recentemente declarado time no Brasil
Postado em Brasil, Charges, Comédia, Cultura, Jornalismo, Política, críticas às 30 . Julho . 2008 por Victor FrançoisEstilingão
Postado em Brasil, Cultura, Curiosidades, Jornalismo, Mundo, Política, Viagens, críticas com categoriasestilingão, ponte estaiada às 30 . Julho . 2008 por Victor FrançoisA mais nova obra da cidade de São Paulo, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, concluída em 2007 na administração do prefeito Gilberto Kassab é um feito bastante interessante, levando em consideração que o prefeito é formado em Engenharia Politécnica pela USP.
A Ponte Octávio Frias de Oliveira pertence ao Complexo Viário Real Parque, composto por um conjunto de dois viadutos e a ponte. A construção situa-se nas imediações do bairro do Brooklin Novo, zona sul de São Paulo. A obra é também popularmente conhecida como Ponte Estaiada, por possuir feixes de cabo de aço que sustentam a sua estrutura.
O nome da ponte foi dado em homenagem a Octávio Frias de Oliveira(1912-2007), empresário e publisher do grupo Folha da Manhã.
A ponte é chamada de estilingão pelo seu formato de X, que lembra, pela parte superior um gigantesco estilingue urbano.
O novo cartão postal da cidade é realmente bonito e chama a atenção das pessoas que diariamente circulam pelas avenidas da capital, porém ela trouxe alguns problemas também. Semanas após a inauguração houve problemas com a fiação elétrica da ponte, o que tirou a característica noturna dela: a iluminação colorida.
A finalidade da ponte era de desafogar o trânsito de um lado do rio pinheiros e dar facil acesso aos bairros Morumbi, Jabaquara e Campo Belo e melhor acesso à Avenida Morumbi do outro lado, porém o que aconteceu foi que a ponte fica congestionada em horários de pico devido ao imenso volume de carros que trafégam pela região, o que é uma falha.
Na construção do complexo viário houve desrespeito à Lei Municipal 14.266, que determina em seu artigo 11 que “as novas vias públicas, incluindo pontes, viadutos e túneis, devem prever espaços destinados ao acesso e circulação de bicicletas, em conformidade com os estudos de viabilidade“. Essa determinação já vem desde 1990, na forma da Lei Municipal 10.907, lei essa que foi substituída pela 14.266, vigindo portanto desde a época do planejamento do Complexo.
E para finalizar, apenas adicionando fatos que complementam o que desrespeitou a lei, é impossível a passagem de pedestres transeuntes e de transporte público e caminhões.
É um absurdo que tenha se gastado uma quantia exorbitante para a construção de um cartão postal que peca em questão de eficiência.
Espero que o grande estilingue urbano não jogue ninguém para longe, apenas políticos corruptos!
Até mais.
Sistema de monitoramento global
Postado em Brasil, Mundo, Política às 27 . Julho . 2008 por Victor François
O Google Earth é um programa desenvolvido e distribuído pelo Google que reproduz um modelo tridimensional do globo terrestre, construído apartir de fotografias de satélites.
É possível se baixar o programa gratuitamente pela internet. A versão gratuita é a mais simples, oferecendo apenas o recurso de identificar no globo terrestre virtual quase todos os lugares, construções, cidades, paisagens, entre outros elementos, no mundo.
As fotos tiradas pelos satélites são atualizadas dentro de uma certa freqüência, que, para os que possuem a versão gratuita tem uma menor freqüência de atualização, porém, quem possui uma das duas versões pagas pode ver quase como se fosse ao vivo.
Há relatos de usuários que descobriram crateras e ruínas através do programa. Porém, pode-se ver também pessoas nuas tomando sol em praias de nudismo ou no quintal de sua própria casa, o que pode ser classificado como invasão de privacidade.
Se para os “leigos” é possivel ter acesso a isso, imagina o que o Google não oferece ao governo americano? Será que eles não monitoram o mundo 24 horas por dia, 7 dias por semana? Não duvido disso!
O Osama Bin Laden que se cuide, né?!
Obs: link para baixar a versão gratuita do programa Google Earth:
http://earth.google.com/intl/pt/download-earth.html
Até mais.
Aventura ou Cultura?
Postado em Brasil, Cinema, Cultura, Música, Teatro, Viagens com categoriasAngra dos Reis, Campos do Jordão, Festival de Inverno, Festival Internacional, Praia, Viajens às 14 . Julho . 2008 por Victor FrançoisApós uma semana publicando artigos quase diariamente, irei abandoar o blog durante aproximandamente uma semana, porque viajarei para a praia. Logo mais estarei de volta e com artigos fresquinhos e diários.
Aproveitando o tema Viajens, quero deixar aqui duas dicas de viagens para esse mês de férias:
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Ilha Grande:
A Ilha Grande, localizada no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, é conhecida por sua exuberante beleza tropical e pelo fato de a maior parte da ilha ser coberta por mata atlântica. A mata é preservada pela população local e por lei, estando assim grande parte dela dividia entre o Parque Estadual da Ilha Grande e 0 Parque Marinho do Aventureiro.
O clima e a paisagem instigam ao total ócio, no entanto, há muito o que fazer na Ilha Grande com opções para todos os níveis de aventura. A estrutura para isso é bem organizada, fazendo do ecoturismo a grande vocação desse paraíso. Para percorrer as trilhas, por exemplo, há sinalização e placas de orientação ao longo do caminho. Existem desde trajetos curtos e fáceis a opções para quem busca aventura de verdade, como a trilha que dá a volta na ilha e pode ser feita em até cinco dias. Sem falar nos redutos para a prática de mergulho profissional (a baía é famosa por naufrágios visitados por mergulhadores do mundo todo) e dos muitos recantos onde os iniciantes podem vislumbrar grandes e vermelhas estrelas do mar e peixes coloridos.
Os passeios de escuna ou lancha levam turistas para conhecer praias e outros pontos turísticos. É a atração que mais movimenta o comércio na região, pois garante ao visitante conhecer lugares que só poderiam ser alcançados de barco ou por trilha.
Hoje, a ilha ganha fama por conta de suas belezas naturais, mas num passado recente ficou nacionalmente conhecida por abrigar dois presídios destinados a condenados por crimes comuns e também para presos políticos, como Graciliano Ramos e Fernando Gabeira. Chegou a ser apelidada de “Alcatraz brasileiro“. Por sorte, a beleza falou mais alto e, atualmente, os sinais desse passado estão em ruínas e suas lembranças fermentam as histórias que o povo conta. As ruínas são também uma excelente opção para se visitar também.
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Campos do Jordão:
No alto da Serra da Mantiqueira, a 1.700 metros de altitude, Campos do Jordão é destino certeiro para quem gosta de curtir o inverno. Pousadas e hotéis aconchegantes, bares e restaurantes badalados e uma intensa programação cultural transformam a cidade paulista em uma das estâncias turísticas mais procuradas quando as temperaturas caem e o frio aparece. Só em junho e julho, um milhão de turistas passam por lá. As construções em estilo colonial, a beleza natural e a pureza do clima de montanha só completam o clima de cidade européia.
Campos, nessa época, é uma cidade badalada, pra quem gosta de sair, pra quem gosta de muita diversão, frio e cultura. A cidade também ferve com o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O evento dedicado à música erudita leva à cidade um mix de atrações culturais e promove apresentações em diversos pontos. Os artistas nacionais e internacionais se revezam em palcos como o da Praça Central, onde geralmente acontecem as performances gratuitas, e o do Auditório Cláudio Santoro, onde é preciso pagar para ver os shows.
Para quem é ligado em natureza, Campos do Jordão oferece diversas atrações ecológicas. O visitante pode escolher entre trilhas, pescaria, arvorismo e passeios a cavalo, entre outras modalidades. Há paisagens, como a do Complexo da Pedra do Baú e do Pico de Itapeva, que são de deixar qualquer um boquiaberto.
Campos, classificada como Estância Climática, atrai os turístas principalmente pelo clima gelado. É uma cidade cara, portanto depende que vc reserve um dinheiro à mais para gastar por lá nessa época de alta temporada, mas valhe a pena conferir também!
Até daqui a uma semana!
Evento técnico “complexo e RARO” …
Postado em Brasil, Política com categoriasAtendimento ao consumidor, Pane, Speedy, Telefônica às 12 . Julho . 2008 por Victor FrançoisOs acontecimentos, ainda que ”bem-passados”, me permitem ainda expressar a indignação que sinto em relação a absurdo que aconteceu na rede da dados do Speedy, o provedor de Internet da Telefônica, no estado de São Paulo. Em um país como o nosso, com uma enorme rede de internautas, é completamente inaceitável que ocorra um erro de tal proporção, tendo em vista que muitos dos usuários da Internet, principalmente do estado de São Paulo (único afetado), dependem desse serviço, e para piorar, grandes empresas também, como consta no trecho da reportagem da Folha Online de 05/07/2008 - 10h12:
“Wladimir Barbieri, vice-presidente de Empresas da Telefônica, informa que a falha ocorreu por volta das 11h de quarta-feira. O roteador teria “entendido” que “acessos fantasmas” à rede eram “reais“. “Seu software de segurança deveria ter detectado a falha“, diz Barbieri. Ainda segundo ele, essa informação “errada” foi repassada pelo roteador para os demais elos da rede. “A segurança de todos os equipamentos da rede falhou e não sabemos por quê.”
Como a rede da Telefônica utiliza roteadores de diversos fabricantes, estuda-se a possibilidade de uma rara incompatibilidade entre eles, algo que teria provocado a queda da comunicação. Também pode ter havido um erro na leitura dos códigos de programação do software desses aparelhos na hora da atualização dos dados, um procedimento que ocorre ininterruptamente.
Segundo Valente, toda vez que um dado (uma transação bancária ou um pedido de acesso a uma página da internet) é solicitado pelo cliente, essa informação é quebrada em pedaços pelos roteadores e direcionada ao endereço final. Só na ponta final ela é remontada.
Com a pane, essas informações não se juntaram na ponta. Por isso, a maior parte dos clientes ficou desconectada. Segundo Barbieri, pelo menos 3.500 grandes empresas, de um universo de 7.000 no Estado, estiveram nesse grupo até as 23h da quinta-feira, quando o problema foi resolvido, de acordo com a Telefônica.“
- ““Seu software de segurança deveria ter detectado a falha” diz Barbieri“. Eu penso que é abominável um software de segurança de um roteador possa deixar escapar algo, só que mais abominável ainda foi não haver um segundo ou terceiro planos. Além de que Barbieri disse que “a segurança falhou e ninguém sabe porque”, porém a segurança não pode falhar, e, se acontecer, espera-se no mínimo um plano B para conter esse erro.
- Nota-se uma total falta de planejamento e de organização: “também pode ter havido um erro na leitura dos códigos de programação do software desses aparelhos na hora da atualização dos dados, um procedimento que ocorre ininterruptamente“. Houve muitas suposições antes de um (demorado) ”pré-resultado” das análises sobre os erros.
- Da Folha Online, 04/07/2008 - 18h47
“Hoje, o ministro Hélio Costa (Comunicações) admitiu que o sistema de transmissão de dados e banda larga é “vulnerável” –ele se referia à pane na rede Telefônica. O ministro lamentou o ocorrido e afirmou que é necessário haver uma espécie de plano “C”, uma vez que o “B” falhou, para ser colocado em prática. Valente, presidente da Telefônica, não comentou as afirmações do ministro.“
- Do UOL Economia (últimas notícias), 03/07/2008 - 18h15:
“Trata-se de um evento técnico complexo e raro” que provoca intermitência em parte da rede de dados, diz o texto da Telefônica. Segundo a companhia, grandes empresas e órgãos da administração pública foram afetados, mas não os serviços residenciais do Speedy, seu produto de banda larga. A dificuldade de conexão de alguns clientes do Speedy se deveria aos casos em que o provedor de internet foi afetado pela pane.“
- Inúmeras reportagens públicadas, algumas delas dizendo que o maior número de reclamações foram de clientes que possuem o serviço residencial do Speedy, porém, ainda assim a Telefônica alega que estes não foram afetados diretamente, e que foi culpa dos provedores que foram afetados pela pane. A Telefônica avisou que grandes empresas foram afetadas, o que inclui, portanto, alguns dos grandes provedores como Terra e UOL. Praticamente foi repassada uma responsabilidade que cabia a Telefônica aos provedores.
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Do Portal Exame, Blog Zeros e uns, Publicado em 11/07/2008 - 17:20 e atualizado às 21:15:
“A reunião de representantes da Telefonica com o Ministério Público Estadual parece mesmo interminável, mas, segundo uma fonte próxima às negociações, já está definido o desconto que a operadora dará aos usuários do Speedy prejudicados pelas falhas no serviço ocorridas na semana passada. Essa fonte me contou que a Telefonica aceitou descontar o valor referente a cinco dias de serviços - ou 120 horas, bem acima das 36 horas propostas inicialmente.“
“Além disso, a Telefonica deverá criar um call center para quem teve danos indiretos com as falhas. Será o caso de atender, por exemplo, uma pessoa que faltou ao trabalho para ir ao Poupatempo e deu de cara com os serviços parados por causa das falhas na estrutura da operadora.“
“Circula nos bastidores o rumor de que a operadora vai pagar entre 5 e 6 milhões de reais - um pouco mais do que previa a multa do Procon, mas seria uma espécie de preço a pagar para aparecer bem na foto, se é que isso é possível…. (especialmente depois de derrubar praticamente o Estado todo por causa de um problema no roteador de Sorocaba).“
- Aproveito a oportunidade para deixar aqui a minha crítica em forma de protest, já que sou também usuário do Speedy, e, quando a conexão falhou e não mais voltou, procuramos a central de atendimento ao cliente e não sabiam nos informar nada, além do péssimo atendimento: descaso, uso errado e excessivo do gerundio e o pior: desligaram na nossa cara! Na cara do cliente!
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Para descontração geral, fica aí um vídeo da apresentação do comediante de “Stand-Up” Fábio Porchat no programa Altas Horas. A apresentação, que na verdade é mais uma crítica ao atendimento ao consumidor no Brasil, e é bastante bem-vinda ao tema. Divirtam-se!
Mas que raios de país é esse???
Postado em Brasil, Política com categoriasManipulação, Operação Satiagraha, Rede Globo às 10 . Julho . 2008 por Victor FrançoisSe quando em vida, Renato Russo já se perguntava Que País é esse, o que diria ele agora, sobre a política que temos? O que diria sobre os escândalos políticos, mensalões, CPI’s, máfia de tudo quanto é modo?
O que diria ele sobre a Amazônia? Qual seria sua canção sobre a gravidade aguda a que chegamos?
Perguntas sem respostas…. que país é esse? Será que alguém sabe responder?
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Reportagem da Folha Online (10/07/2008 - 13h26):
- “Globo defende Tralli e diz que ministro foi ‘injusto’ “
- ” O jornalista Cesar Tralli, da Rede Globo, será chamado a depor na sindicância da Polícia Federal que apura supostos abusos policiais na Operação Satiagraha (clique aqui para saber mais sobre a Operação Satiagraha), bem como o vazamento de informações da ação. Foi Tralli quem comandou a cobertura do caso para a Globo. “
- “ O repórter sabia antecipadamente dos mandados de prisão, e de busca e apreensão às casas dos banqueiros Daniel Dantas e Naji Nahas, e do ex-prefeito Celso Pitta. A Globo obteve acesso exclusivo ao momento das prisões e também pôde filmá-las. Tralli também teve acesso ao conteúdo das decisões judiciais que permitiram a operação. “
- “ Todas as informações foram exibidas anteontem e ontem no ‘Jornal Nacional‘. “
- “ Segundo advogados consultados pela reportagem, em caso de convocação o repórter é obrigado a comparecer, mas pode alegar sigilo de fonte e manter-se calado diante do delegado. Também não pode ser detido, uma vez que(supostamente) não cometeu nenhum crime (só quem vazou a informação). “
- “ O caso revoltou as demais emissoras, que se uniram em uma queixa formal ao governo. Pressionado, o ministro da Justiça, Tarso Genro, teve de pedir uma investigação. “
- “ É a segunda vez que Tralli tem acesso privilegiado a uma operação sigilosa da PF. Em setembro de 2005, quando da prisão de Flavio Maluf, o jornalista foi flagrado no exato momento da operação usando boné e roupas semelhantes às usadas por policiais federais. “
- ” Na ocasião, somente ele presenciou e gravou a prisão do empresário. Segundo a Folha Online apurou, Tralli tem um parente na cúpula da Polícia Federal. “
- Na mesma reportagem, foi públicada a resposta dada pelo Diretor-Executivo de Jornalismo da Rede Glogo, Ali Kamel:
- “ 1) É absolutamente falsa a afirmação do repórter ( da Folha Online) segundo a qual o jornalista César Tralli tem um parente de primeiro grau na cúpula da Polícia Federal. Nem de primeiro, nem de grau algum. Nem na cúpula da Polícia Federal, nem em nenhum dos seus diversos departamentos. Cabe agora à Folha Online provar a seus leitores que não mentiu ou se desculpar pela informação mentirosa; (nota da Redação: a Folha Online mantém todas as informações publicadas).
2) É equivocada também a afirmação de que a Globo “obteve acesso exclusivo ao momento das prisões e também pôde filmá-las”. A TV Globo não “obteve” nada; deu um furo, depois de meses de trabalho, e graças à credibilidade de que dispõe na sociedade e em múltiplas fontes de informação nas três esferas do Poder Público. A TV Globo também não obteve autorização alguma para filmar a ação. A Constituição Brasileira, no artigo 5º, inciso XIV, estabelece claramente que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Portanto, a TV Globo jamais pediria autorização à autoridade policial para filmar uma ação que estivesse sendo presenciada por ela. A Folha, e qualquer jornal sério, fariam o mesmo; “
- Veja íntegra da reportagem no site da Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u421093.shtml
- A confusão escandalosa: ” Dúvida e obscuridade acirram o problema entre Judiciário e PF e ainda ameaçam com um escândalo à parte do escândalo “. Veja mais o que disse Janio de Freitas no artigo públicado na Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1007200821.htm
- Site especial da Folha Online com as últimas notícias da Operação Satiagraha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/operacaosatiagraha/
- Agora, relatados os dois lados da história, resta a cada um tirar sua própria conclusão…
- Obs.: Acabei de ver em um blog que hoje é o dia da PIZZA. Infeliz coincidência. Mas será mesmo mera coincidência??
Ponto de Impacto
Postado em Brasil, Política às 9 . Julho . 2008 por Victor FrançoisComo foi dito a dois posts abaixo sobre a manipulação, divulgo agora o clipe músical e letra da música Classe Média de Max Gonzaga.
Max, em sua música, critica a classe média, ou os famosos papagaios de todos os telejornais e os reis das prestações, e os critica por se deixarem ser manipulados e tão facilmente influenciados pela mídia, podendo assim mudar de opinião de uma hora para a outra.
A música fala daquelas pessoas às quais a imprensa manipula diretamente, dando o maior exemplo de todos: Rede Globo de Televisão.
Mas assistam ao clipe e depois leiam a letra logo abaixo com mais calma.
Classe Média - Max Gonzaga
Sou classe média Papagaio de todo telejornal Eu acredito Na imparcialidade da revista semanal Sou classe média Compro roupa e gasolina no cartão Odeio "coletivos" E vou de carro que comprei a prestação Só pago impostos Estou sempre no limite do meu cheque especial Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual Mais eu "to nem ai" Se o traficante é quem manda na favela Eu não "to nem aqui" Se morre gente ou tem enchente em itaquera Eu quero é que se exploda a periferia toda Mas fico indignado com estado quando sou incomodado Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão O pára-brisa ensaboado É camelo, biju com bala E as peripécias do artista malabarista do farol Mas se o assalto é em moema O assassinato é no "jardins" A filha do executivo é estuprada até o fim Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal E eu que sou bem informado concordo e faço passeata Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal Porque eu não "to nem ai" Se o traficante é quem manda na favela Eu não "to nem aqui" Se morre gente ou tem enchente em itaquera Eu quero é que se exploda a periferia toda Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
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