Noite de jazz na Virada Cultural de 2011

Postado em Atualidades, Brasil, Críticas, Cultura, Jornalismo, Música com as tags , , , , , em 18/04/2011 por Victor François

Avenida Brigadeiro Faria Lima, dia 17 de Abril de 2011. Nesse dia acontecem algumas das atrações da 7ª edição da Virada Cultural no Museu da Casa Brasileira.

Há anos que passo na frente desse museu e me questiono sobre se a casa brasileira realmente se parece com o a fachada do museu – se é que a casa brasileira pode ser definida de alguma maneira -, mas nunca tive a oportunidade de entrar, até esse dia. Sinceramente também não tive muito tempo para reparar nas obras internas do museu, já que quando cheguei já tinha começando a apresentação da Paulistanea Jazz Band. Descrita pelo site do Museu como uma “Banda fundada por Costita e Décimo e experientes músicos de Jazz de São Paulo. Garantia de Jazz de qualidade e muita vibração para a platéia” (http://www.mcb.sp.gov.br/mcbItem.asp?sItem=1666&sMenu=P009).

Paulistanea Jazz Band

A Paulistanea deu um show de como se faz um show, e se mostrou como se faz um jazz. Do começo ao fim, foi uma apresentação impecável, de uma banda intercalada entre argentinos e brasileiros. Era perceptível que haveria uma apresentação de peso quando analisados os músicos. Todos já traziam junto com seus cabelos grisalhos uma enorme carga de cultura e experiência, que foram passadas através de notas musicais. Uma banda séria, mas não deixou de ser divertida e harmoniosa em nenhum momento.

Aparentemente podia-se dizer que tínhamos “casa cheia”. O Palco fora montado numa varanda, atrás do prédio do museu – ou da casa – com sua frente virada para as portas que davam para o jardim. A iluminação do show pecou em alguns momentos, se mostrando simples demais, ainda que o talento dos músicos não precisasse de qualquer suporte. Estruturalmente falando, tudo era muito simples, como que no improviso, mesmo. Ao redor do palco foram colocadas várias cadeiras, que foram muito bem utilizadas pela turma da melhor idade – que, diga-se de passagem, era a maioria. Mas, ainda assim, havia muito mais pessoas do que cadeiras, e boa parte delas assistiu de pé. Parafraseando uma amiga, me senti como se tivesse nos anos 20! Uma música que nos lembra àquelas que tocam nos filmes que retratam essa época. Sobre as pessoas, a faixa etária média estimada (por mim) era de 45 anos, porém via-se crianças, alguns jovens e senhores e senhoras já bem vividos. Apesar do clima descontraído e familiar, havia ainda uma certa formalidade, senão no tratamento, nas vestes.

A banda começou pontualmente, o que é algo raro nos dias de hoje. E digo que começou pontualmente porque quem chegou atrasado fui eu e eles já haviam começado a tocar! Com aproximadamente 1h15 de duração, a banda manteve seu estilo. Após isso, meia hora de “intervalo” para que entrasse a próxima atração (ainda que nos folhetos fosse anunciada conjuntamente). Nesse meio tempo pude dar uma volta pelo extenso jardim do museu e apreciar não só sua beleza como o clima de descontração das pessoas sentadas na grama e curtindo a noite quente. Fui procurar onde se vendia uma Coca-Cola lá dentro, mas não achei onde ficava o tal do restaurante do museu, apenas uma tenda improvisada em um canto do jardim, em que se comprava uma ficha no “caixa” e retirava no balcão, que na verdade formavam uma coisa só, dentro de uma mesma tenda. Não havia estrutura para passar cartão de banco, tratava-se apenas com dinheiro Estas foram, a meu ver, dois pontos negativos no evento.

Swiss College Dixie Band

Entrou no palco aproximadamente as 20h a Swiss College Dixie Band, descrita assim pelo site da Virada Cultural: “A paixão de tocar jazz no estilo Dixieland fez com que um grupo de professores suíços radicados no Brasil formasse, em 1975, a Swiss College Dixie Band.” (http://www.viradacultural.org/atracao/793#lugar186). Uma banda que aparentava e exalava alegria e harmonia. Os músicos uniformizados caricaturalmente davam um tom cômico à banda, que por si só já era divertidíssima. Seguiu-se então aproximadamente 1h30 de espetáculo que passaram como um piscar de olhos. É até engraçado de dizer, mas foi um show bem didático, em que o líder da banda, Sergio Bayer Torres, parava ao final de cada música ora para interagir com a platéia e fazer piadas, ora para explicar algo que havia acontecido, qual seria a próxima música e como eles haviam pensado toda a apresentação. A banda não subiu ao palco apenas para tocar e sim para também interpretar. Eram personagens bastante interessantes, representando e interagindo no palco. Era como se assistíssemos uma peça de comédia musicada – mas não um musical! Thomas Fiedles, o cidadão que nos alegrava aos ouvidos com o toque de sua Tuba foi quem mais interagiu de forma direta com o público. Desceu 3 vezes do palco e, a cada vez que o fez, escolheu alguém para ser sua vítima. Colocava a cabeça das pessoas dentro de sua Tuba e tocava desafinadamente, fazendo o público gargalhar um bocado.

No final de sua apresentação, a SCDB chamou a Paulistanea ao palco e todos os membros tocaram juntos. Os mesmos instrumentos das duas bandas tocaram lado a lado, e os pianistas dividiram a banqueta do piano e seu teclado, em uma incrível finalização de noite!

Saldo total: Dois grandes shows de jazz para aqueles que apreciam a música e uma apresentação mais do que interativa e divertida para as crianças e quem não teve a oportunidade de entrar em contato com esse gênero musical. Poder, através da Virada Cultural, proporcionar isso às pessoas gratuitamente é uma maravilha. É um show de cultura!

Segue agora alguns vídeos que fiz no Museu da Casa Brasileira, para vocês terem uma palhinha de como foi a noite e verem a ilustração de todo esse texto.  

 

Trecho de aproximadamente 1 minuto da apresentação da Paulistanea Jazz Band

 

Trecho de aproximadamente 2 minutos da apresentação da Swiss College Dixie Band

Thomas Fiedler sai com sua Tuba para fazer mais uma vítima

 

Swiss College Dixie Band e Paulistanea Jazz Band juntas no palco


Até Mais!

Noite quente é embalada por blues no 1º dia de Virada Cultural

Postado em Atualidades, Brasil, Críticas, Cultura, Jornalismo, Música com as tags , , , , em 17/04/2011 por Victor François

Calor prevalece e embala noite na Avenida Paulista, animada ao som de blues da melhor qualidade. Apesar do céu nublado, a noite do dia 16 de Abril de 2011 foi embalada ao delirante som do blues de Nuno Mindelis e sua banda, no número 37 da Avenida Paulista, conhecido como Casa das Rosas.

Em um palco montado no pátio externo atrás da casa, acontecem as atrações musicais no Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura – Casa das Rosas. 

Programado para começar as 19h, o show de blues de Nuno Mindelis reuniu um publico considerável, levando-se em conta que o espaço comporta poucas pessoas, se comparado a outros shows que acontecem durante a Virada Cultural de 2011. A banda se atrasou meia hora, aumentando ainda mais a expectativa dos fãs, que, em coro, clamaram a vinda da banda ao palco.

Nuno entrou no palco sob salva de palmas e sua banda era composta por ele como vocal e guitarrista e mais três integrantes: Baixo, teclado e bateria. O público assistiu ao show todo o tempo de pé e a interação do vocal e lider para com a platéia é nota 1000. Durante o show, Mindelis desceu do palco e circulou no meio das pessoas, enquanto chorava suavemente em sua guitarra.

Dando nome a banda, o líder naturalmente é o foco do show, mas sua banda também provou ser de peso ao não fraquejar na hora do “vamos ver”. Um trecho de solo de teclado levou o público a delírio durante a apresentação, mas a salva de palmas mais forte foi justamente para Nuno, ao dedilhar talentosamente sua guitarra e causar comoção e gritos do público.

Um show curto que deixou na platéia uma sensação de “quero mais”. Durante sua apresentação de 1 hora, a banda soube interagir com o público e mandar a ver em um show que será lembrado por todos aqueles aficionados pela melodia sensual e envolvente do blues.

Para quem não conhecia ou não curtia um bom blues, foi uma iniciação e tanto, e para os fãs uma ótima oportunidade de saciar a sede por um blues tocado com maestria!

Para ilustrar minhas palavras vêm anexo algumas fotos tiradas por mim no show, um trecho de 15 segundos do final da última música e outra música da banda, gravada em estúdio e achada no youtube.

Até Mais!

Al Jarreau e Brasil: uma incrível relação bossa-jazzistica

Postado em Atualidades, Brasil, Cultura, Curiosidades, Jornalismo, Música, Mundo com as tags , , , , , , , , , em 28/01/2011 por Victor François

Compartilho aqui hoje com vocês duas das diversas músicas que tenho escutado nos últimos dias.
As que divulgo aqui são interpretações do Al Jarreau de músicas brasileiras. São elas Água de Beber, composta porTom Jobim e escrita por Vinicius de Moraes e Mas Que Nada, de Jorge Ben Jor.

O irreverente jazzista norte americano Al Jarreau tem uma voz incrível e se apenas cantasse já seria marcante, mas ele caracteriza todos os covers que faz, deixando neles sua marca registrada: reproduz, com a  boca, o som de instrumentos musicais, que vão desde a guitarra até o berimbau. Raras são as músicas por ele cantadas que escapam de receber seu “selo” característico.

O músico já se apresentou no Brasil, em 1997, e já confessou sua admiração pelo país. Aproveitando a importância de um músico de tamanha influência e respeitabilidade, 6 vezes ganhador do prêmio Grammy, sendo o único a vencer o prêmio em três categorias distintas: jazz, pop e R&B, tenho a honra de apresentar músicas nossas cantadas por ele. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Al_Jarreau)

Deleitem-se com as músicas, muito pouco conhecidas no Brasil, assim como Al Jarreau.

 

Mas Que Nada:

 

Água de Beber:

 

Até Mais!

Liberdade de Imprensa

Postado em Atualidades, Brasil, Críticas, Cultura, Jornalismo, Mundo, Política com as tags , , , , em 26/01/2011 por Victor François

Aproveitando meus 3 meses de férias entre o vestibular – em que fui aprovado – e o primero dia de aula, estou lendo dois livros. Um deles, chamado Cale a boca, jornalista do Fernando Jorge, e o outro Ninguém faz sucesso sozinho, do Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta.

Nos dois livros li excertos falando sobre a liberdade de imprensa, muito debatida até os dias de hoje, mas que teve grandes repercussões na época da ditadura, principalmente com a emissão do AI5. Escrevo esse artigo na finalidade de divulgar esses dois trechos, um contido na Constituição Federal e o outro uma fala de Libero Badaró, e para deixar claro que a liberdade de informação e a liberdade de expressão tem de sempre de ser garantidas!

Terrível liberade de imprensa, que clama a uns não matarás, a outros não prenderás, não substituirás o teu interesse ao dos demais; não te servirás de autoridade pública para satisfazer as tuas vinganças, não sacrificarás o teu dever ao poder! Incapazes de resistir à evidência dos argumentos positivos sobre que se apóia a necessidade de imprensa, os amigos das trevas se vestem da capa da moral e do sossego público, apontam os abusos dessa liberdade, a calúnia, a difamação, as provocações diárias, os axincalhes continuados, que tornam a vida um suplício [...] Líbero Badaró

A manisfestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto da Constituição.

Parágrafo 1º: nenhuma lei conterá disposto que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social. Capítulo V, da Comunicação Social, Artigo 220

Até Mais!

25 de Janeiro de 2011 – Aniversário do Mestre (ou seria maestro?)

Postado em Atualidades, Brasil, Críticas, Cultura, Curiosidades, Música, Mundo com as tags , , , , em 25/01/2011 por Victor François

A segunda homenagem que escrevo e, tão importante quanto a 1ª, é merecedora de um artigo exclusivo!

Hoje faria – e faz na nossa história – 84 anos, um mestre nacional, um dos maiores nomes da música brasileira, da tão querida MPB.

Nascido no Rio de Janeiro e com uma formação clássica em piano, nosso mestre se consagrou no cenário nacional, “criando” a Música Popular Brasileira ao lado de outros grandes nomes como Vinicius, Toquinho, Miuxa, Baden Powell. Mas os holofotes aqui vão para o aniversáriante:

Tom Jobim,vulgo Antônio Carlos BRASILEIRO de Almeida Jobim.

Mestre, Maestro, amado e adorado. Este Ser Humano nascido no Brasil, que nos dá honra, orgulho e impõe respeito, fez enorme sucesso no exterior. Cantou ao lado de grandes artistas no estrangeiro, podendo citar, dentre eles, Frank Sinatra, grande nome do jazz americano. Tom Jobim tem suas músicas dentre as mais reproduzidas em todo o globo terrestre!

 

Ao mestre, deixo os meus parabéns, que por ele e pra ele, falaria isso mil vezes.

Tom, você é uma das poucas pessoas para as quais tiro meu chapéu. Obrigado! Obrigado por deixar “a promessa de vida no meu coração.”

 

 

Até Mais.

25 de Janeiro de 2011 – Aniversário da grandiosa cidade

Postado em Atualidades, Brasil, Cultura, Curiosidades, Jornalismo, Música com as tags , , , , , , , , em 25/01/2011 por Victor François

Feriado municipal em São Paulo. A maior cidade da América Latina e 6ª maior metrópole (ou seria megalópole?) do mundo, faz 456 aninhos! Tomando por comparação outras dessas mega cidades, é uma criança, mas uma criança muito forte.

A cidade de São Paulo é incrível. E o que deixa ela cada vez mais incrível é o fato de ela, como tudo na vida, não ser perfeita. Por que a perfeição é “chata”. Dá a impressão de que não tem mais evolução, coisa que essa cidade ainda precisa muito.

O maravilhoso de se ver aqui em Sampa, é a mistura. Não há uma característica regional ou um costume tradicional. Aqui se encontram cariocas, sulistas, nortistas, nordestinos e o pessoal de Brasília e região. Sem esquecer dos estrangeiros: italianos, japoneses, alemães, americanos, franceses. É uma miscigenação maravilhosa, riquíssima em informação, cultura e possibilidades as mais diversas.

Pode-se dizer que São Paulo é uma espécie de motorzinho do País. Conhecida como a capital financeira, uma cidade econômicamente rica, é também a capital do Estado  - de mesmo nome – mais rico do País.

Sampa é uma beleza que contagia, uma vontade de viver, ver e vencer na vida. Uma batalha diária, uma chuva diária, um estresse diário. Mas é um sorriso diário de se saber morador dessa cidade.

Deixo, com os vídeos abaixo, minha humilde e singela homenagem a essa cidade que tanto amo:

 

 

 

 

a 2ª homenagem está no próximo artigo, acima…

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